terça-feira, 7 de novembro de 2017

todas as aves

Das árvores despidas outras o não ficam
e essas também gritam
gritam no poema, quase dor
na ausência da chuva ou do amor
das que (a)guardam as palavras
neste outonal calor.

Abro a janela e espreito a madrugada
e o frio choca com o poema, na chegada 
só aí, desperta a alvorada.

- todas as aves ficam presas à minha mão...!


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