domingo, 3 de dezembro de 2017

a marear este barco...

foto luís castanheira


*a marear este barco ....*

não posso sentir o que não sinto
mentir sobre o que não sei se minto
mas posso dizer-te que ao perder-te
caso fosse esse o meu/nosso destino
não sei se em mim haveria o alento
de servir, boleando tanto vento
e continuar a navegar com algum tino.
por isso, e outro tanto, meu amor
faz com que o tempo seja nosso
por inteiro e haja nos teus olhos
o brilho raiado que se prende à minha mão.

LuísM_03.12.2017 (manhã)

......

nota:
um barco à vela vai para onde o vento o levar, a menos que ande à bolina. 

Em termos náuticos, navegar à bolina, bolinarou velejar de contra-vento é marear (ou seja, navegar) com vento afastado o máximo 6 quartas da proa (± 45 graus). É uma técnica empregada por embarcações que consiste em ziguezaguear contra o vento, o que permite navegar por zonas onde o vento não é favorável.[1][2]

As primeiras embarcações que se têm notícia a utilizar esta técnica com sucesso são as caravelas portuguesas,[3] durante a Era dos Descobrimentos marítimos.[4][5]

O termo bolina é empregado no Brasil como sinónimo de patilhão

in: wikipedia

1 comentário:

  1. Bom dia. Passando para me deliciar com as suas publicações. É maravilhoso o seu blogue. Gostei muito da sua poesia. Doce e maravilhosa..
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    Tema de hoje

    Manhã, nascer do sol, solfeja a cigarra no arvoredo
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    Deixo cumprimentos poéticos.
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